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  • Backbeat Band

    26/3/2025


    Em 26 de março de 1993, teve início a gravação da trilha sonora de “Backbeat”, conduzida pela Backbeat Band, um supergrupo de rock alternativo formado por Greg Dulli (The Afghan Whigs), Thurston Moore (Sonic Youth), Dave Pirner (Soul Asylum), Dave Grohl (Nirvana), Don Fleming (Gumball) e Mike Mills (R.E.M.).

    Dirigido por Iain Softley e lançado em 1994, o filme retrata o período pré-Beatlemania, com ênfase na fase vivida entre a Inglaterra e a cena noturna alemã. No vídeo, a Backbeat Band apresenta uma das faixas no MTV Movie Awards.

  • Há 40 anos, “Everybody Wants to Rule the World” consolidava o Tears for Fears

    23/3/2025

    Em março de 1985, o Tears for Fears lançava “Everybody Wants to Rule the World”, terceiro single do álbum Songs from the Big Chair. A faixa alcançou o topo da Billboard Hot 100 e se consolidou como um dos maiores sucessos comerciais da banda, além de um dos registros mais reconhecíveis da música pop dos anos 1980.

    Lançado em fevereiro de 1985, Songs from the Big Chair é o segundo álbum do Tears for Fears e representa o ponto de maior impacto comercial da dupla. Após o tom mais sombrio de The Hurting, o grupo ampliou seu campo expressivo sem abandonar temas psicológicos e sociais. “Everybody Wants to Rule the World” teve papel central nesse movimento, articulando sonoridade acessível e comentário implícito sobre poder, ambição e instabilidade política.

    Ao longo das décadas, a canção ganhou vida própria e acumulou várias regravações por artistas de diferentes estilos. Uma das versões mais recentes é a de Lorde, gravada para a trilha sonora de Jogos Vorazes: Em Chamas (2013). A gravação original também marcou presença em trilhas sonoras de filmes como Academia de Gênios (1985) e Karatê Kid 2: A Hora da Verdade Continua (1986).

  • Bob Dylan e a ruptura elétrica: 60 anos de Bringing It All Back Home

    22/3/2025

    Há 60 anos, Bob Dylan lançava Bringing It All Back Home. O disco dividiu seu repertório entre um lado elétrico e outro acústico, gesto que provocou controvérsia no circuito folk.

    Até então associado ao folk acústico e ao repertório de protesto, Dylan decidiu incorporar guitarras elétricas, baixo e bateria em parte do álbum. A mudança gerou resistência entre puristas do gênero, que viam a eletrificação como traição estética e política.

    Bringing It All Back Home é o quinto álbum de estúdio de Bob Dylan e ocupa posição central em sua discografia. Ele sucede Another Side of Bob Dylan e antecede Highway 61 Revisited, formando um arco de transformação que redefiniu sua imagem pública.

    O disco também antecipa apresentações controversas, como o show elétrico no Newport Folk Festival, principal encontro da cena folk americana, ainda em 1965. O episódio, marcado por vaias e rejeição do público, cristalizou o conflito entre tradição folk e expansão sonora.

    A divisão estrutural do álbum não funciona como concessão, mas como afirmação deliberada de autonomia criativa. No lado elétrico, faixas como “Subterranean Homesick Blues” articulam urgência verbal, ironia e fluxo quase caótico, aproximando a canção popular de procedimentos da poesia moderna. O lado acústico preserva intimidade e densidade lírica, mas já apresenta deslocamentos temáticos e formais.

  • Arnaldo Antunes lança Novo Mundo e reafirma a centralidade da palavra

    20/3/2025

    Conhecido por transitar entre diferentes campos artísticos, da música à performance, Arnaldo Antunes apresenta Novo Mundo, álbum que reafirma sua relação central com a palavra. O trabalho dialoga diretamente com a tradição poética que atravessa sua formação, mas se estrutura a partir de colaborações que ampliam o alcance expressivo do projeto.

    Em Novo Mundo, Antunes articula a linguagem verbivocovisual ao encontro com outros criadores. O disco reúne parcerias como Marisa Monte (a intimista “Sou Só”); além de participações de David Byrne (“Body Corpo”) e Ana Frango Elétrico (“Pra Não Falar Mal”).

    As colaborações reforçam a ideia de palavra em circulação, modulada por diferentes vozes e registros. A combinação entre rigor formal e abertura colaborativa sustenta um álbum que se move entre música e poesia sem hierarquizar linguagens.

  • 35 anos de “Vogue”

    20/3/2025

    A canção de Madonna não só liderou as paradas globais, como também trouxe ao grande público o voguing, dança originária da cena ballroom do Harlem. No mesmo ano, o documentário Paris Is Burning, de Jennie Livingston, registrava essa cultura underground.

    Com referências cinematográficas clássicas e um som marcante, “Vogue” faz parte do disco I’m Breathless, trilha do filme Dick Tracy, protagonizado pela cantora. Abaixo, a apresentação da música no VMA 1990 da MTV.

  • Violator e a maturidade sonora do Depeche Mode”

    19/3/2025

    Lançado em 19 de março de 1990, Violator apresentou ao público faixas como “Personal Jesus”, “Enjoy the Silence”, “Policy of Truth” e “World in My Eyes”, consolidando-se como um marco decisivo na trajetória do Depeche Mode. O álbum ampliou o alcance estético da banda e estabeleceu um novo patamar de reconhecimento internacional.

    Gravado entre 1989 e 1990, Violator foi produzido por Flood em parceria com o próprio grupo. As sessões aprofundaram uma estética com foco deliberado na economia de elementos e na atenção rigorosa à textura eletrônica. Esse método resultou em um disco que equilibra introspecção, sensualidade e tensão emocional, evitando soluções grandiloquentes.

    Violator sucede Music for the Masses e representa o amadurecimento de uma trajetória iniciada no synth-pop dos anos 1980. Se o álbum anterior havia ampliado o alcance do Depeche Mode, foi Violator que fixou sua identidade em um território híbrido, cruzando música eletrônica, rock alternativo e um tom deliberadamente sombrio. O disco também antecipa mudanças que seriam aprofundadas nos lançamentos seguintes da banda.

    O campo expressivo de Violator redefine a relação entre canção eletrônica e música pop, abrindo espaço para diálogos mais amplos também com o rock alternativo. “Enjoy the Silence” combina programação rítmica contida e a voz grave de Dave Gahan em uma melodia construída por progressão gradual. “Personal Jesus” articula guitarra e batida dançante. “Policy of Truth” sustenta sua força em um baixo hipnótico que cria atmosfera de tensão moral. Já “World in My Eyes” estabelece o tom do álbum com teclados etéreos.

  • Elastica: quando o britpop ecoa o post-punk

    16/3/2025

    Há trinta anos, em março de 1995, o Elastica lançava seu álbum de estreia homônimo, que rapidamente alcançou o topo das paradas britânicas. O disco estabeleceu, à época, o recorde de estreia com vendas mais rápidas no Reino Unido, superando Definitely Maybe, do Oasis.

    Formado por Justine Frischmann, Justin Welch, Annie Holland e Donna Matthews, o Elastica emergiu em um cenário marcado pela retomada da música britânica nos anos 1990. O grupo se destacou ao combinar a secura rítmica e o post-punk de bandas como Wire e The Stranglers com urgência pop e letras diretas. Singles como “Connection”, “Line Up”, “Stutter”, “Waking Up” e “Car Song” foram decisivos para a projeção da banda, com “Connection” alcançando também circulação expressiva nos Estados Unidos.

    As canções do disco Elastica operam em um campo expressivo de confronto direto, com riffs minimalistas e vocais quase falados, reforçando sensação de urgência. O álbum foi indicado ao Mercury Music Prize e figura recorrentemente em listas dos melhores discos dos anos 1990.

  • A pedra bruta do Daft Punk: 20 anos de “Human After All”

    14/3/2025

    Lançado em 14 de março de 2005, Human After All marca uma inflexão no percurso do Daft Punk. Terceiro álbum de estúdio da dupla francesa, o disco se afasta da exuberância disco e do house de Discovery (2001), adotando uma abordagem mais direta.

    Gravado em cerca de seis semanas, entre setembro e novembro de 2004, Human After All foi produzido a partir de um conjunto reduzido de equipamentos. Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo trabalharam com guitarras, programação rítmica eletrônica, vocoder e gravação em oito canais, buscando uma sonoridade propositalmente crua. Em entrevistas da época, Bangalter comparou o álbum a “uma pedra não trabalhada” e afirmou que o trabalho tratava de medo, paranoia e alienação, afastando-se da função escapista associada à música de pista.

    Os singles “Robot Rock” e “Technologic” apresentaram esse direcionamento com riffs insistentes e estruturas enxutas, enquanto “Human After All” e “The Prime Time of Your Life” circularam de forma mais restrita. O álbum alcançou o primeiro lugar na Billboard Dance/Electronic Albums, confirmando sua presença no circuito eletrônico internacional.

    Com o passar do tempo, Human After All passou a ser relido a partir de seu uso extensivo na turnê Alive 2006/2007. No contexto ao vivo, as faixas funcionaram como matéria-prima para recombinações e sobreposições, revelando o potencial do material.

  • Faith No More: Álbum “King for a Day… Fool for a Lifetime” completa 30 anos

    13/3/2025

    Há 30 anos, o Faith No More lançava King for a Day… Fool for a Lifetime, seu quinto álbum de estúdio. O disco contém faixas como “Digging the Grave”, “Evidence”, “Ricochet” e “Just a Man”, e marcou um novo capítulo na trajetória do grupo ao aprofundar a combinação pouco ortodoxa de estilos que já definia sua identidade.

    Gravado após a saída do guitarrista Jim Martin, King for a Day… Fool for a Lifetime foi produzido por Andy Wallace e refletiu uma reorganização interna da banda. O disco sucede Angel Dust, álbum que consolidou sucesso radiofônico e a reputação da banda como força imprevisível no rock alternativo. King for a Day… Fool for a Lifetime amplia esse gesto ao fragmentar ainda mais sua linguagem.

    No disco, o Faith No More aposta nos contrastes. “Digging the Grave” apresenta agressividade direta, enquanto “Evidence” se aproxima do soul e do jazz. “Ricochet” articula tensão rítmica e melodia, ao passo que “Just a Man” encerra o álbum com tom quase confessional. Essa alternância constante mostra que a banda não busca coesão tradicional, mas uma lógica de colisão entre gêneros.

  • ‘Here We Go Crazy’, a urgência de Bob Mould

    8/3/2025

    Lançado ontem, Here We Go Crazy marca o retorno de Bob Mould aos estúdios após um hiato de cinco anos desde Blue Hearts (2020). Décimo quinto álbum de sua carreira solo, o trabalho reafirma a parceria com o baixista Jason Narducy e o baterista Jon Wurster.

    O disco se distancia da tensão política explícita de seu antecessor para focar em um “guitar pop” conciso e melódico. A faixa-título e o single “Neanderthal” exemplificam essa abordagem, comprimindo em poucos minutos a assinatura do ex-Hüsker Dü.

    Em Here We Go Crazy, Mould não tenta reinventar a roda, mas sim provar que ela ainda gira com força. Ao apostar em arranjos diretos e evitar excessos de produção, o álbum entrega uma coleção de faixas que celebra a persistência do rock alternativo.

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