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  • Odelay faz 30 anos como o álbum que consolidou Beck

    19/6/2026

    Lançado em 18 de junho de 1996, “Odelay” completou 30 anos como o álbum que redefiniu a trajetória de Beck. Depois de chamar atenção com o sucesso de “Loser”, o músico norte-americano afastou o rótulo de artista de um único hit ao lançar um trabalho que misturava rock, hip hop, folk, blues, funk, música eletrônica e colagens sonoras em uma proposta que se tornaria uma das mais influentes da década.

    Produzido pelos Dust Brothers, conhecidos pelo trabalho com os Beastie Boys, o disco recebeu disco de platina dupla e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano. Na premiação de 1997, venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa, enquanto “Where It’s At” garantiu a Beck o prêmio de Melhor Performance Vocal Masculina de Rock. O repertório ainda revelou faixas como “Devil’s Haircut” e “The New Pollution”.

    O resultado surgiu após uma mudança radical de direção. As primeiras sessões de gravação eram compostas por músicas acústicas e melancólicas, inspiradas por perdas pessoais vividas pelo artista. Apenas “Ramshackle” permaneceu na versão final. Com a entrada dos Dust Brothers, Beck abandonou aquele material e passou cerca de um ano e meio reconstruindo o álbum a partir de samples e experimentações em estúdio.

    Nem todos acreditavam no projeto. Beck já revelou que um produtor ouviu uma cópia antecipada e afirmou que lançar “Odelay” seria “um grande erro” para sua carreira. O músico contou que deixou a conversa preocupado, principalmente porque havia investido cerca de US$ 300 mil na gravação.

    A previsão, porém, não se confirmou. O álbum foi recebido com entusiasmo pela crítica e pelo público e ainda conquistou fãs improváveis, como os irmãos Gallagher, do Oasis, que gravaram um remix de “Devil’s Haircut” após ouvirem o disco.

  • The Queen Is Dead: O álbum que levou Johnny Marr ao limite completa 40 anos

    16/6/2026

    Lançado em 16 de junho de 1986, The Queen Is Dead nasceu em meio a uma rotina intensa de trabalho que levou Johnny Marr ao limite. Determinado a transformar o terceiro álbum dos Smiths em um salto criativo, o guitarrista assumiu a liderança das gravações, acompanhou as mixagens e ainda acumulou funções administrativas da banda.

    O repertório tomou forma rapidamente. Em uma única noite, Marr e Morrissey desenvolveram as bases de “There Is a Light That Never Goes Out”, “I Know It’s Over” e “Frankly, Mr. Shankly”. Nas sessões realizadas em Londres, a faixa-título ganhou um de seus momentos mais marcantes com o solo gravado quase integralmente em uma única tomada.

    A dedicação cobrou um preço. Marr contou que chegou a pesar cerca de 44 quilos enquanto conciliava as gravações com disputas judiciais envolvendo a saída da Rough Trade para a EMI. Pouco mais de um ano depois, deixaria o grupo.

    Quatro décadas após o lançamento, o álbum permanece como um dos trabalhos mais influentes do rock britânico dos anos 1980. Além de “There Is a Light That Never Goes Out”, o álbum reúne as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “The Boy with the Thorn in His Side”.

  • Tibet Freedom: 30 anos do fim de semana que uniu rock, hip-hop e ativismo

    15/6/2026

    Realizado em 15 e 16 de junho de 1996, em San Francisco, o Tibet Freedom Concert reuniu cerca de 100 mil pessoas no Golden Gate Park e se tornou o maior show beneficente desde o Live Aid, em 1985. Concebido pelos Beastie Boys, com Adam Yauch à frente da iniciativa, o evento nasceu de um compromisso assumido durante a turnê Lollapalooza de 1994 e se materializou sob a organização do Milarepa Fund.

    O line-up reuniu nomes centrais do rock e do hip-hop da época: Red Hot Chili Peppers, Rage Against the Machine, Smashing Pumpkins, Björk e Fugees. Encontros no palco cruzaram gerações, com participações de Yoko Ono e John Lee Hooker.

    A edição inaugural abriu uma série anual que, nos anos seguintes, se expandiu para outras cidades, consolidando o formato como plataforma de ativismo cultural pela independência tibetana.

  • Travis celebra os 25 anos de “The Invisible Band”

    11/6/2026

    Lançado em 11 de junho de 2001, “The Invisible Band” marcou o período de maior exposição do Travis. O terceiro álbum da banda escocesa estreou em primeiro lugar no Reino Unido, permaneceu quatro semanas na liderança e vendeu mais de 1,2 milhão de cópias no país, recebendo quatro certificações de platina.

    O disco apresentou alguns dos maiores sucessos do grupo. “Sing” alcançou a terceira posição na parada britânica de singles, enquanto “Side” e “Flowers in the Window” ampliaram a presença da banda nas rádios internacionais. No ano seguinte, o Travis recebeu o Brit Award de Melhor Banda Britânica, repetindo a conquista obtida em 2000.

    Os bastidores, porém, contrastavam com os resultados comerciais. Segundo os integrantes, a banda chegou ao estúdio após anos consecutivos de turnês. Entre 1996 e 2001, o Travis realizou cerca de 400 a 500 apresentações ao vivo. Fran Healy relatou que, após a turnê de “The Man Who”, o grupo teve apenas um dia de descanso antes de iniciar as gravações do novo álbum. Durante as sessões, Nigel Godrich rejeitou parte do material inicialmente apresentado, levando Healy e Dougie Payne a questionarem se conseguiriam concluir o projeto.

    Em julho de 2002, pouco mais de um ano após o lançamento do álbum, o baterista Neil Primrose sofreu uma fratura no pescoço ao mergulhar em uma piscina durante o festival Eurockéennes, na França. O músico se recuperou completamente, mas o episódio contribuiu para que a banda revisasse o ritmo de trabalho adotado naquele período.

    Vinte e cinco anos depois, “The Invisible Band” segue associado ao momento em que o Travis alcançou o maior público de sua carreira. Chris Martin, do Coldplay, resumiu a influência do grupo ao descrever o quarteto escocês como a banda que inventou a sua.

  • Como a trilha de “Trainspotting” ajudou a definir uma geração

    7/6/2026

    Em 2026, “Trainspotting” completa 30 anos cercado por um reconhecimento que vai além de sua narrativa. Desde que chegou aos cinemas em 1996, a trilha sonora tornou-se parte inseparável da identidade do filme e ajudou a transformar a produção de Danny Boyle em um dos principais retratos culturais da década.

    Os primeiros segundos já deixavam claro o caminho escolhido. Enquanto Ewan McGregor corre pelas ruas de Edimburgo recitando o famoso monólogo “Choose Life”, “Lust for Life”, de Iggy Pop, estabelece o ritmo frenético que acompanha boa parte da narrativa. A música participa da construção do personagem e do universo que o cerca.

    Ao longo do filme, Boyle reuniu artistas de diferentes gerações e estilos para criar um panorama sonoro que refletia tanto a herança do rock alternativo quanto a efervescência da música britânica dos anos 1990. A seleção inclui nomes como Blur, Pulp, Elastica, Primal Scream, New Order, Lou Reed, Brian Eno e Underworld.

    Algumas escolhas tornaram-se especialmente marcantes. “Perfect Day”, de Lou Reed, acompanha uma das cenas mais conhecidas do longa e contrasta delicadeza melódica com a realidade brutal da dependência química. Já “Deep Blue Day”, de Brian Eno, conduz uma das sequências mais surreais do filme, demonstrando como a trilha frequentemente dialoga com o humor sombrio e o imaginário visual criado por Boyle.

    Mas nenhuma faixa ficou tão associada a “Trainspotting” quanto “Born Slippy”, do Underworld. A música ultrapassou os limites do filme e se transformou em um hino definitivo da cultura eletrônica dos anos 1990, consolidando o grupo britânico no primeiro escalão da cultura pop global.

    A relação entre cinema e música em “Trainspotting” também ajudou a aproximar o filme do movimento cultural que dominava o Reino Unido na época. Enquanto o Britpop e a cena alternativa ocupavam rádios e festivais, o longa surgia como uma espécie de equivalente cinematográfico daquele momento. O próprio Ewan McGregor recordou que o elenco sentia fazer parte da mesma onda cultural que impulsionava a juventude britânica em meados dos anos 1990.

    O sucesso da seleção musical foi tão grande que ultrapassou os limites do próprio filme. Além da trilha sonora principal, lançada em 1996, “Trainspotting” ganhou um segundo álbum no ano seguinte, reunindo músicas presentes no longa e faixas associadas ao seu universo, como “Choose Life”, do PF Project.

    Trinta anos depois, filme e trilha sonora permanecem ligados na memória coletiva. As músicas passaram a fazer parte da identidade de Trainspotting, assim como seus personagens, cenas e diálogos. O resultado foi uma obra que ajudou a definir um momento cultural e uma trilha que seguiu ecoando muito além da sala de cinema.

  • Purple, o álbum que levou o Stone Temple Pilots ao topo

    6/6/2026

    Lançado em 7 de junho de 1994, “Purple” levou o Stone Temple Pilots ao topo da Billboard 200 pela primeira vez. O álbum permaneceu três semanas consecutivas na liderança da parada norte-americana de discos e, posteriormente, recebeu certificação de seis discos de platina.

    O disco revelou alguns dos maiores sucessos da carreira da banda. “Vasoline” e “Interstate Love Song” alcançaram o primeiro lugar da Mainstream Rock Tracks, enquanto esta última permaneceu 15 semanas na liderança, estabelecendo um recorde na época.

    Além delas, “Purple” também gerou os singles “Big Empty” e “Pretty Penny”. O videoclipe de “Interstate Love Song” recebeu indicação ao MTV Video Music Awards de 1995. Já “Big Empty”, incluída na trilha sonora de “O Corvo” (“The Crow”, 1994), foi indicada ao MTV Movie Awards na categoria de Melhor Canção de Filme.

    Bônus

    Stone Temple Pilots – MTV Unplugged

  • 25 anos de “Room for Squares”

    5/6/2026

    “Room for Squares”, álbum de estreia de John Mayer, completou 25 anos. Lançado em 2001, o disco apresentou ao grande público faixas como “No Such Thing”, “Your Body Is a Wonderland” e “Why Georgia”, que ajudaram a impulsionar a carreira do cantor e compositor no início dos anos 2000. O sucesso do trabalho abriu caminho para que Mayer se consolidasse como um dos nomes mais populares da música pop da década.

    O álbum alcançou o Top 10 da Billboard 200 e recebeu certificação de múltiplas platinas nos Estados Unidos. Em 2003, “Your Body Is a Wonderland” lhe rendeu o Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Masculina, marcando a primeira vitória do artista na premiação.

  • The Avalanches retorna com “Together”

    30/5/2026

    O Avalanches voltou com “Together”. A faixa marca o retorno da dupla formada por Robbie Chater e Tony Di Blasi após o álbum “We Will Always Love You”, lançado há seis anos. O novo single reúne o produtor eletrônico Nikki Nair, a cantora Jessy Lanza e o rapper Prentiss.

    Conhecido por misturar hip hop, eletrônica e pop psicodélico, o grupo australiano ganhou projeção internacional no início dos anos 2000 com a eterna “Since I Left You”, cujo clipe venceu o MTV Europe Music Awards de 2001.

  • Há 35 anos, Electronic unia The Smiths, New Order e Pet Shop Boys

    30/5/2026

    35 anos após o lançamento do disco de estreia, a dupla Electronic continua sendo lembrada como um dos encontros mais influentes entre rock alternativo e música eletrônica. O projeto unia Johnny Marr, ex-The Smiths, e Bernard Sumner, integrante do New Order.

    Lançado em 28 de maio de 1991, o álbum ganhou força com singles como “Get the Message” e “Feel Every Beat”, além da participação de Neil Tennant, do Pet Shop Boys, em “Getting Away with It”.

    A mistura entre sintetizadores, guitarras e estética club ajudou o disco a se tornar uma referência daquele período de transição entre o pós-punk e a cultura eletrônica dos anos 1990.

  • Como “Gish” apresentou o Smashing Pumpkins ao mundo

    30/5/2026

    The Smashing Pumpkins completou 35 anos do lançamento de Gish, disco que marcou a estreia da banda em 28 de maio de 1991 e ajudou a abrir espaço para o rock alternativo no início da década. Produzido por Butch Vig, que trabalhou em “Nevermind”, do Nirvana, e mais tarde fundaria o Garbage, o álbum misturava guitarras, psicodelia e melodias atmosféricas.

    Faixas como “Siva”, “Rhinoceros” e “I Am One” passaram a circular em rádios universitárias e ajudaram a consolidar a identidade inicial do grupo liderado por Billy Corgan.

    O disco também abriu caminho para o sucesso comercial que a banda alcançaria poucos anos depois com os álbuns “Siamese Dream” e “Mellon Collie and the Infinite Sadness”.

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