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  • “6 Underground” completa 30 anos como maior sucesso do Sneaker Pimps

    19/8/2026

    “Becoming X”, o álbum de estreia do Sneaker Pimps, completa 30 anos. O disco revelou “6 Underground”, faixa que se tornou o maior sucesso comercial da banda, além dos singles “Tesko Suicide”, “Roll On”, “Spin Spin Sugar” e “Post-Modern Sleaze”.

    Após integrar a trilha sonora do filme “O Santo”, “6 Underground” foi relançada e passou a figurar nas paradas britânicas e norte-americanas, superando o desempenho comercial da divulgação inicial.

    Com vocais de Kelli Dayton, hoje conhecida como Kelli Ali, a música combina samples de “Golden Girl”, de John Barry, e “The Sorcerer of Isis (The Ritual of the Mole)”, do Power of Zeus. Um remix assinado por Nellee Hooper ampliou o alcance da faixa em rádios e pistas de dança.

    O sucesso de “Becoming X” levou ao lançamento de “Becoming Remixed”, em 1998. O álbum reuniu novas versões das músicas do disco de estreia produzidas por nomes como Armand Van Helden, Paul Oakenfold, Roni Size e Girls Against Boys.

  • “Here It Goes Again” levou o OK Go do YouTube ao Grammy

    8/8/2026

    Há 20 anos, o OK Go lançou o vídeo de “Here It Goes Again”, gravado com baixo orçamento e baseado em uma coreografia sincronizada em esteiras. Produzido por menos de US$ 5 mil, o clipe foi finalizado após 17 tentativas.

    Ele se espalhou rapidamente na internet quando sites de vídeo ainda engatinhavam. A repercussão levou o OK Go ao Grammy de Melhor Clipe Musical e ao palco do VMA, premiação da MTV, onde a banda recriou a coreografia ao vivo.

  • The Avalanches exploram memória e publicidade em novo álbum “No Bad Memories”

    8/8/2026

    Intitulado “No Bad Memories”, o novo disco do Avalanches será lançado em outubro e parte da ideia de que elementos da cultura de consumo permanecem associados às lembranças ao longo do tempo.

    O projeto foi construído a partir de ações digitais que antecederam o anúncio, incluindo um ambiente interativo ligado a uma empresa fictícia. Nesse período, o grupo apresentou faixas como “Together”, “Every Single Weekend” e “Blue Shadows”, que ajudam a delinear o universo do disco.

    A música mais recente, “Can’t Get Over Losing You”, amplia esse repertório e reúne o duo com Portraits Of Tracy, projeto de Tracy Amare.

    Segundo o grupo, o álbum revisita referências da cultura publicitária do fim do século 20 e transforma esses materiais em novas composições. Fragmentos ligados ao consumo são reorganizados como matéria-prima sonora, conectando lembrança e criação musical.

  • Neil Young anuncia “Second Song”, álbum com criações recentes e composições antigas

    8/8/2026

    Uma faixa com mais de 11 minutos marca a apresentação de “Second Song”, novo álbum de Neil Young com a banda Chrome Hearts, previsto para 18 de setembro. A música, divulgada junto com o anúncio do disco, traz versos sobre memória e criação artística e dá nome ao projeto.

    O trabalho reúne material recente e composições escritas em 1963 que o músico decidiu revisitar décadas depois. A faixa-título não integra esse conjunto mais antigo, indicando que o álbum alterna períodos distintos da produção de Young.

    As gravações ocorreram no estúdio Shangri-La, em Malibu, sob produção associada ao espaço de Rick Rubin. Young assume vocais e múltiplos instrumentos ao longo do disco, enquanto o grupo Chrome Hearts inclui Anthony LoGerfo, Corey McCormick, Micah Nelson e Spooner Oldham. O repertório terá sete faixas, entre elas “The Foggy Edge Of Time”, “Day After Day” e “I’ll Love You Forever”.

  • Dinosaur Jr. divulga “Blowin’ Up”, novo single de “There Near”

    3/8/2026

    Lou Barlow volta aos vocais em “Blowin’ Up”, nova faixa divulgada pelo Dinosaur Jr. A música é uma das duas composições assinadas pelo baixista em “There Near”, próximo álbum da banda, e sucede o single “Several Got Away”.

    Com influência folk e guitarras distorcidas, a canção mantém a sonoridade característica do trio. “There Near” será lançado em 28 de agosto e marca o primeiro álbum de estúdio do Dinosaur Jr. desde “Sweep It Into Space”, de 2021.

  • MTV faz 45 anos após revolucionar a relação entre música e imagem

    2/8/2026

    Muito antes das plataformas digitais transformarem a forma de consumir música, a MTV redefiniu a relação entre artistas e público ao colocar os videoclipes no centro da indústria fonográfica. O canal ajudou a criar uma linguagem própria para a televisão e impulsionou carreiras que ganharam projeção mundial graças à força das imagens.

    Quando estreou, em 1º de agosto de 1981, a emissora tinha orçamento limitado e precisou convencer operadoras de TV por assinatura a incluir o canal em suas grades. A transmissão foi aberta com “Video Killed the Radio Star”, do The Buggles.

    O formato ajudou a ampliar o alcance internacional de artistas e transformou a estética dos videoclipes em parte da identidade de grandes nomes da música. Com o tempo, a programação também passou a explorar outros formatos, abrindo espaço para atrações como “The Real World”, “Beavis and Butt-Head” e, mais tarde, “Jersey Shore”.

    A chegada do streaming e dos vídeos sob demanda alterou esse modelo. Os videoclipes perderam espaço na grade, enquanto programas de entretenimento passaram a ocupar a maior parte da programação.

    Ainda assim, Martha Quinn, uma das primeiras VJ do canal, afirma que um dos diferenciais da MTV era proporcionar pluralidade. A MTV criou um ambiente onde fãs de estilos musicais distintos compartilhavam referências, influência que permanece visível na cultura e na memória afetiva de diferentes gerações.

  • “One By One”: Peter Gabriel segue apresentando uma música a cada lua cheia

    2/8/2026

    Peter Gabriel lançou “One By One”, novo single de seu próximo álbum, “o\i”. Com quase dez minutos de duração, a faixa marca o retorno de Mozo, personagem criado pelo artista na década de 1970, durante sua passagem pelo Genesis.

    Escrita e produzida pelo próprio Gabriel, a canção reúne arranjos orquestrais e acompanha a jornada de Mozo em uma história sobre reconstrução pessoal. O músico afirma que a faixa ocupa um papel importante na narrativa do álbum.

    O lançamento integra a estratégia adotada para “o\i”. Em vez de antecipar o disco com alguns singles, Gabriel vem revelando uma música inédita a cada lua cheia. A versão “Dark Side Mix” de “One By One” será lançada na próxima lua nova.

  • The Strokes: 25 anos de “Is This It”

    30/7/2026

    Há 25 anos, o The Strokes lançava “Is This It”, álbum de estreia que se tornaria um dos discos mais influentes do rock no início dos anos 2000. Com uma sonoridade que combinava guitarras, produção enxuta e influências do garage rock e do pós-punk, o trabalho ajudou a impulsionar o chamado revival do rock naquele período e abriu caminho para uma nova geração de bandas.

    O impacto foi reconhecido pela crítica. Em 2002, “Is This It” foi eleito Álbum do Ano pela NME e também apareceu entre os melhores lançamentos de 2001 em listas publicadas por veículos como Billboard e Time. Ao longo dos anos, o disco passou a figurar com frequência em rankings dos melhores álbuns do século.

    “Last Nite”, “Hard to Explain” e “Someday” foram lançadas como singles e permanecem entre as músicas mais conhecidas da banda.

  • Odelay faz 30 anos como o álbum que consolidou Beck

    19/6/2026

    Lançado em 18 de junho de 1996, “Odelay” completou 30 anos como o álbum que redefiniu a trajetória de Beck. Depois de chamar atenção com o sucesso de “Loser”, o músico norte-americano afastou o rótulo de artista de um único hit ao lançar um trabalho que misturava rock, hip hop, folk, blues, funk, música eletrônica e colagens sonoras em uma proposta que se tornaria uma das mais influentes da década.

    Produzido pelos Dust Brothers, conhecidos pelo trabalho com os Beastie Boys, o disco recebeu disco de platina dupla e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano. Na premiação de 1997, venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa, enquanto “Where It’s At” garantiu a Beck o prêmio de Melhor Performance Vocal Masculina de Rock. O repertório ainda revelou faixas como “Devil’s Haircut” e “The New Pollution”.

    O resultado surgiu após uma mudança radical de direção. As primeiras sessões de gravação eram compostas por músicas acústicas e melancólicas, inspiradas por perdas pessoais vividas pelo artista. Apenas “Ramshackle” permaneceu na versão final. Com a entrada dos Dust Brothers, Beck abandonou aquele material e passou cerca de um ano e meio reconstruindo o álbum a partir de samples e experimentações em estúdio.

    Nem todos acreditavam no projeto. Beck já revelou que um produtor ouviu uma cópia antecipada e afirmou que lançar “Odelay” seria “um grande erro” para sua carreira. O músico contou que deixou a conversa preocupado, principalmente porque havia investido cerca de US$ 300 mil na gravação.

    A previsão, porém, não se confirmou. O álbum foi recebido com entusiasmo pela crítica e pelo público e ainda conquistou fãs improváveis, como os irmãos Gallagher, do Oasis, que gravaram um remix de “Devil’s Haircut” após ouvirem o disco.

  • The Queen Is Dead: O álbum que levou Johnny Marr ao limite completa 40 anos

    16/6/2026

    Lançado em 16 de junho de 1986, The Queen Is Dead nasceu em meio a uma rotina intensa de trabalho que levou Johnny Marr ao limite. Determinado a transformar o terceiro álbum dos Smiths em um salto criativo, o guitarrista assumiu a liderança das gravações, acompanhou as mixagens e ainda acumulou funções administrativas da banda.

    O repertório tomou forma rapidamente. Em uma única noite, Marr e Morrissey desenvolveram as bases de “There Is a Light That Never Goes Out”, “I Know It’s Over” e “Frankly, Mr. Shankly”. Nas sessões realizadas em Londres, a faixa-título ganhou um de seus momentos mais marcantes com o solo gravado quase integralmente em uma única tomada.

    A dedicação cobrou um preço. Marr contou que chegou a pesar cerca de 44 quilos enquanto conciliava as gravações com disputas judiciais envolvendo a saída da Rough Trade para a EMI. Pouco mais de um ano depois, deixaria o grupo.

    Quatro décadas após o lançamento, o álbum permanece como um dos trabalhos mais influentes do rock britânico dos anos 1980. Além de “There Is a Light That Never Goes Out”, o álbum reúne as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “The Boy with the Thorn in His Side”.

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