A banda Pulp disponibilizou nas plataformas de streaming a faixa “Open Strings”, até então restrita como lado B do single “Spike Island” e a edições físicas.
Gravada no fim de 2024 com o produtor James Ford, a música integra as sessões do primeiro álbum da banda em 24 anos e já havia saído em vinil em 2025. Instrumental, a faixa se apoia em arranjos de cordas do coletivo Elysian Collective.
A banda Future Islands lançou os singles “The Ink Well” e “One Day”, antecipando o projeto “From a Hole in the Floor to a Fountain of Youth”, com lançamento marcado para 22 de maio.
Diferente de uma coletânea convencional de sucessos, o novo trabalho celebra os 20 anos de carreira do grupo reunindo raridades e faixas que nunca estiveram disponíveis em serviços de streaming.
O título do álbum, extraído de uma letra da própria banda, simboliza a intersecção entre o cotidiano comum e a realização de trajetórias idealizadas. O lançamento será acompanhado por uma turnê comemorativa.
Thundercat lançou recentemente seu novo álbum, intitulado “Distracted”. O trabalho marca o retorno do músico de Los Angeles após o sucesso de “It Is What It Is”, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Álbum de R&B Progressivo.
A obra reúne um elenco de peso, com participações de A$AP Rocky, Tame Impala, WILLOW e uma colaboração póstuma com o rapper Mac Miller na faixa “She Knows Too Much”. Na produção, nomes como Flying Lotus e Greg Kurstin ajudam a moldar a sonoridade que transita entre o funk, o jazz e o psicodélico.
O título não é casual. “Distracted” aborda o ceticismo do artista em relação ao progresso digital. Thundercat questiona a promessa de inovação que se converteu em vigilância e em uma “economia da distração” que fragmenta a atenção coletiva. Mesmo diante desse cenário, o músico propõe transformar a vulnerabilidade em arte.
O guitarrista do Blur, Graham Coxon, decidiu abrir o arquivo e lançar “Castle Park”, álbum gravado em 2011 mas que permaneceu inédito. O disco chega em junho como parte de uma reedição ampla de sua carreira solo.
O disco nasceu nas mesmas sessões de seu último trabalho solo, A+E, mas acabou engavetado quando o Blur retornou em 2012. Como prévia do trabalho, o guitarrista liberou o single “Billy Says”, uma canção que já era conhecida do público em apresentações ao vivo.
Com dez faixas que resgatam a estética mod e a energia do britpop, o álbum “perdido” serve como aquecimento para o primeiro show com banda completa do músico em mais de uma década, marcado para novembro em Londres.
A britânica Beth Orton quebrou um intervalo de quatro anos e anunciou o álbum “The Ground Above”, previsto para 26 de junho. Para apresentar o novo momento, liberou “Waiting”, faixa que se soma ao single divulgado em março e antecipa o clima do projeto. O trabalho sucede Weather Alive e mantém a base que combina folk com elementos eletrônicos.
O disco foi organizado em duas partes, com uma abertura mais fragmentada e uma segunda metade centrada em melodias mais densas.
A nova etapa também inclui estrada. A turnê começa em setembro pela América do Norte e segue para o Reino Unido em outubro.
O cantor Beck lançou a música “Ride Lonesome”, marcando um retorno ao som acústico que definiu o álbum Morning Phase, vencedor do Grammy. Produzida pelo próprio artista e mixada por Nigel Godrich, a faixa começa com violão e ganha camadas de piano, slide guitar e cordas.
O lançamento se afasta da estética mais pop de Colors e Hyperspace, retomando a linha melancólica que também marcou Sea Change. A novidade surge após o disco “Everybody’s Gotta Learn Sometime”, lançado em janeiro com raridades e covers.
Arlo Parks trocou o isolamento do quarto pelas pistas de dança em seu terceiro álbum de estúdio, “Ambiguous Desire”, lançado em 31 de março de 2026. Após interromper sua turnê anterior para priorizar a saúde mental, a artista britânica estabeleceu raízes entre Los Angeles e Nova York, transformando o burnout e a calmaria em um registro que mira a música eletrônica.
O disco nasce de uma mudança: Parks passou a frequentar noites de discotecagem, começou a tocar sets e mergulhou em referências como UK garage e breakbeat. A produção, liderada por Baird em um loft em LA ao longo de dois anos, abandona a formação de banda e prioriza sintetizadores, baterias programadas e graves pesados. Paul Epworth e Buddy Ross assinam faixas específicas, enquanto Sampha aparece em “Senses”, único feat do álbum.
As músicas se organizam como cenas: encontros em bares, festas que atravessam a madrugada, relações instáveis. Personagens recorrentes e situações dão materialidade às letras, que mantêm o foco em desejo, identidade e vulnerabilidade. As faixas têm um pulso constante, quase hipnótico, que não explode, mas sustenta um movimento contínuo. É uma dança suave, mais interna do que física, guiada por camadas que vão se revelando aos poucos.
A artista descreve o trabalho como um esforço para aceitar as próprias contradições, integrando dança e reflexões pessoais: “Saí da minha cabeça e fui para o meu corpo”. O resultado reposiciona Parks em um território mais físico e coletivo, sem abandonar a escrita confessional que marcou seus trabalhos anteriores.
Tom Rowlands, integrante do duo Chemical Brothers, e a cantora norueguesa Aurora lançaram nesta sexta-feira (17) o álbum “Come Closer”, primeiro trabalho do projeto colaborativo Tomora. O disco, distribuído pela gravadora Fontana, apresenta 12 faixas inéditas e sucede a parceria iniciada em 2019, quando a artista gravou vocais para o álbum “No Geography”, do Chemical Brothers.
O álbum foi disponibilizado em formato digital e em cinco edições de vinil, incluindo versões em rosa marmorizado, branco e uma variante que brilha no escuro.
O repertório percorre gêneros como techno e trip-hop. Entre os destaques estão as as dançantes “Ring the Alarm” e “Somewhere Else” e a etérea “Ring the Alarm”.
Após a passagem pelos Estados Unidos (Festival Coachella), o grupo segue para apresentações na Europa.
Lançado há 35 anos, em 16 de abril de 1991, o álbum homônimo do Temple of the Dog registrou um momento de transição e luto na cena musical de Seattle. O supergrupo surgiu como um tributo a Andrew Wood, vocalista da banda Mother Love Bone, que morreu precocemente em março de 1990.
Idealizado por Chris Cornell, do Soundgarden, o projeto reuniu os músicos Stone Gossard e Jeff Ament à formação que, pouco tempo depois, daria origem ao Pearl Jam. O disco foi gravado em apenas 15 dias, aproveitando demos de Gossard e composições de Cornell.
A colaboração marcou a estreia na cena local de Eddie Vedder. Sem a pressão comercial de grandes gravadoras, o grupo priorizou a experimentação coletiva, resultando em faixas que se tornaram pilares do grunge, como o dueto “Hunger Strike”.
Após décadas de hiato, a banda realizou uma breve turnê de reencontro em 2016, pouco antes da morte de Cornell em 2017.
O músico britânico James Blake lançou hoje seu sétimo álbum de estúdio, “Trying Times”. O trabalho marca uma virada na trajetória do artista vencedor do Grammy, sendo o seu primeiro lançamento totalmente independente pelo selo próprio, Good Boy Records. A mudança de modelo reflete uma decisão do artista de assumir controle direto sobre distribuição, turnês e gestão financeira após questionar práticas da indústria musical.
O disco apresenta 13 faixas e inclui participações de nomes como o rapper britânico Dave, na música “Doesn’t Just Happen”, e de Monica Martin, em “Didn’t Come To Argue”. Na produção, Blake utiliza elementos de soul, hip-hop e música eletrônica, mantendo técnicas de processamento vocal e sintetizadores que acumulam mais de 2,2 bilhões de streams em seu catálogo. O álbum também conta com a colaboração do compositor Ludwig Göransson, vencedor do Oscar, com quem Blake trabalhou recentemente na trilha sonora do filme Sinners.
Tematicamente, as faixas abordam a tensão entre a hiperconectividade digital e o isolamento. Entre os destaques estão os singles “Death Of Love” e a faixa-título, que consolidam sua estética de experimentação vocal e produção imersiva. Acompanhando o lançamento, Blake confirmou uma turnê europeia para setembro.