Madonna domina a pista de dança com “Confessions II”

Sete anos depois de “Madame X”, Madonna lançou um novo álbum de inéditas com “Confessions II”. O 15º disco de estúdio da cantora é uma sequência de “Confessions on a Dance Floor”, de 2005, e reúne novamente Madonna com Stuart Price, coautor e principal colaborador do álbum original. Martin Garrix, Cirkut e Andrew Watt também assinam parte da produção.

O disco revisita diferentes momentos da trajetória de Madonna. “Danceteria” recupera o nome do clube de Nova York em que ela se apresentou no início da carreira e no qual o DJ Mark Kamins tocou a fita demo de “Everybody”. A letra evoca figuras como Basquiat, Keith Haring e Fab 5 Freddy, além de Debi Mazar e do Rock Steady Crew.

Outras faixas tratam de episódios mais pessoais. Em “Bizarre”, Madonna canta sobre um astro de cinema de olhos azuis e uma Shelby Cobra, carro que teria dado a Sean Penn, seu ex-marido. “Fragile” nasceu de uma conversa com Christopher Ciccone, irmão de Madonna morto em 2024, e registra o período em que os dois haviam se reconciliado depois de anos de conflito. “Betrayal” é associada pela imprensa a Joan Ciccone, madrasta da cantora, morta em 2024, embora essa ligação não tenha sido confirmada.

A relação com a família aparece também em “The Test”, , dueto de Madonna com a filha Lola Leon. A ideia partiu de Lola, que viu na música uma maneira de abordar as dificuldades que marcaram a relação entre as duas.

Artistas de gerações diferentes completam o álbum. Sabrina Carpenter canta em “Bring Your Love”, que ela e Madonna já haviam apresentado juntas no Coachella, em abril de 2026. Feid participa de “Read My Lips”, e Stromae aparece em “My Sins Are My Savior”.

O projeto ganhou uma extensão em vídeo. “Confessions II: The Film” reúne as seis primeiras faixas do álbum em uma sequência visual, com participações de Sabrina Carpenter, Julia Garner, Benedict Cumberbatch, Gwendoline Christie, Kate Moss, Debi Mazar e Lourdes Leon.

“Confessions II” estreou na parada de discos da Billboard com 134 mil unidades nos Estados Unidos. O resultado levou Madonna ao décimo álbum número 1 na Billboard 200. Com o feito, ela se tornou a primeira artista a alcançar o topo da parada em quatro décadas diferentes.


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