Odelay faz 30 anos como o álbum que consolidou Beck

Lançado em 18 de junho de 1996, “Odelay” completou 30 anos como o álbum que redefiniu a trajetória de Beck. Depois de chamar atenção com o sucesso de “Loser”, o músico norte-americano afastou o rótulo de artista de um único hit ao lançar um trabalho que misturava rock, hip hop, folk, blues, funk, música eletrônica e colagens sonoras em uma proposta que se tornaria uma das mais influentes da década.

Produzido pelos Dust Brothers, conhecidos pelo trabalho com os Beastie Boys, o disco recebeu disco de platina dupla e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano. Na premiação de 1997, venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa, enquanto “Where It’s At” garantiu a Beck o prêmio de Melhor Performance Vocal Masculina de Rock. O repertório ainda revelou faixas como “Devil’s Haircut” e “The New Pollution”.

O resultado surgiu após uma mudança radical de direção. As primeiras sessões de gravação eram compostas por músicas acústicas e melancólicas, inspiradas por perdas pessoais vividas pelo artista. Apenas “Ramshackle” permaneceu na versão final. Com a entrada dos Dust Brothers, Beck abandonou aquele material e passou cerca de um ano e meio reconstruindo o álbum a partir de samples e experimentações em estúdio.

Nem todos acreditavam no projeto. Beck já revelou que um produtor ouviu uma cópia antecipada e afirmou que lançar “Odelay” seria “um grande erro” para sua carreira. O músico contou que deixou a conversa preocupado, principalmente porque havia investido cerca de US$ 300 mil na gravação.

A previsão, porém, não se confirmou. O álbum foi recebido com entusiasmo pela crítica e pelo público e ainda conquistou fãs improváveis, como os irmãos Gallagher, do Oasis, que gravaram um remix de “Devil’s Haircut” após ouvirem o disco.


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