The Queen Is Dead: O álbum que levou Johnny Marr ao limite completa 40 anos

Lançado em 16 de junho de 1986, The Queen Is Dead nasceu em meio a uma rotina intensa de trabalho que levou Johnny Marr ao limite. Determinado a transformar o terceiro álbum dos Smiths em um salto criativo, o guitarrista assumiu a liderança das gravações, acompanhou as mixagens e ainda acumulou funções administrativas da banda.

O repertório tomou forma rapidamente. Em uma única noite, Marr e Morrissey desenvolveram as bases de “There Is a Light That Never Goes Out”, “I Know It’s Over” e “Frankly, Mr. Shankly”. Nas sessões realizadas em Londres, a faixa-título ganhou um de seus momentos mais marcantes com o solo gravado quase integralmente em uma única tomada.

A dedicação cobrou um preço. Marr contou que chegou a pesar cerca de 44 quilos enquanto conciliava as gravações com disputas judiciais envolvendo a saída da Rough Trade para a EMI. Pouco mais de um ano depois, deixaria o grupo.

Quatro décadas após o lançamento, o álbum permanece como um dos trabalhos mais influentes do rock britânico dos anos 1980. Além de “There Is a Light That Never Goes Out”, o álbum reúne as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “The Boy with the Thorn in His Side”.


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