Lançado em 11 de junho de 2001, “The Invisible Band” marcou o período de maior exposição do Travis. O terceiro álbum da banda escocesa estreou em primeiro lugar no Reino Unido, permaneceu quatro semanas na liderança e vendeu mais de 1,2 milhão de cópias no país, recebendo quatro certificações de platina.
O disco apresentou alguns dos maiores sucessos do grupo. “Sing” alcançou a terceira posição na parada britânica de singles, enquanto “Side” e “Flowers in the Window” ampliaram a presença da banda nas rádios internacionais. No ano seguinte, o Travis recebeu o Brit Award de Melhor Banda Britânica, repetindo a conquista obtida em 2000.
Os bastidores, porém, contrastavam com os resultados comerciais. Segundo os integrantes, a banda chegou ao estúdio após anos consecutivos de turnês. Entre 1996 e 2001, o Travis realizou cerca de 400 a 500 apresentações ao vivo. Fran Healy relatou que, após a turnê de “The Man Who”, o grupo teve apenas um dia de descanso antes de iniciar as gravações do novo álbum. Durante as sessões, Nigel Godrich rejeitou parte do material inicialmente apresentado, levando Healy e Dougie Payne a questionarem se conseguiriam concluir o projeto.
Em julho de 2002, pouco mais de um ano após o lançamento do álbum, o baterista Neil Primrose sofreu uma fratura no pescoço ao mergulhar em uma piscina durante o festival Eurockéennes, na França. O músico se recuperou completamente, mas o episódio contribuiu para que a banda revisasse o ritmo de trabalho adotado naquele período.
Vinte e cinco anos depois, “The Invisible Band” segue associado ao momento em que o Travis alcançou o maior público de sua carreira. Chris Martin, do Coldplay, resumiu a influência do grupo ao descrever o quarteto escocês como a banda que inventou a sua.